“... Até aquele momento era um dia normal. Ele acordou, tomou seu café da manhã rápido e saiu atrasado pro seu trabalho. Trabalhou com toda a motivação que o cercava durante a semana. Esse trabalhador não olhava ao redor, saiu de sua reunião com o simples pensamento de chegar em casa e descansar pra mais um dia de trabalho, porém, ele avista aquela menina atravessando a rua. Aquela menina que ele sempre quis, aquela que ele sempre ficou feliz só de saber que está bem, aquela menina que ele acha linda e principalmente aquela menina que fazia seu coração balançar. Avistou também que durante seu pensamento ela já tinha atravessado a rua e simplesmente sumiu de vista. Ele pensou, “- vou atrás dela ou simplesmente vou pra casa?”. Resolveu que não tinha nada a perder e foi atrás daquilo que podia tornar seu fim do dia inesquecível. Chegou de surpresa, surpresa engraçada por sinal, cumprimentou a menina e abriu um sorriso. A menina o chamava sempre de anjo, pois o rapaz sem querer aparecia nos momentos que ela mais precisava. Ele achou que podia ser o destino ou simplesmente coincidência.
Depois do cumprimento ele perguntou “- O que faz aqui?” e recebeu a resposta que pra ele foi a resposta mais diferente possível (ele achou até fofa) “- Estou procurando um local pra ver a nuvem” Ela disse. O rapaz logo se dispôs a ajudá-la nesta empreitada. Ele já conhecia um local, o único local que fazia com que ele olhasse pra nuvens. Mas esse era o seu segredo, segredos que só ele conhece, só ele dava importância.
Os dois conversaram, colocaram o assunto em dia. Chegando lá eles falaram da nuvem que ela tanto procurava, ele admirou a forma como ela se expressava, seu sorriso, seu lindo olhar, a forma como estava vestida. Então ele pensou “- Já que estamos aqui, porque não continuar esse encontro que o destino nos proporcionou?” e a convidou para a pracinha que ele jogava vôlei, que por sinal era perto de onde estavam. Chegaram e tiveram horas de uma conversa agradável como de costume, até que ele tentou o que mais temia. Fingiu uma brincadeira com a menina e a beijou, ela retribuiu. Ela em seus braços, aquele beijo único, que parava o tempo. Seu coração batia a mil por hora, sua mente não pensava em nada, sentia arrepio pelo corpo inteiro, sentia que aquilo era a coisa mais magnífica que já lhe aconteceu, da forma como aconteceu.
Após o primeiro beijo ela disse “-Você é mesmo um anjo!” e ele não sabia nem como responder, não sabia como agir e principalmente tinha certeza de que deveria manter a pose. Não queria que ela soubesse que por dentro ele estava explodindo de alegria e que alegria magnífica. Foi um fim de tarde que ele nunca teve, não daquela forma, não com tanta importância. Ele a levou para pegar seu ônibus, rolou outro beijo, ele parou na metade e disse “- Vou te deixar com gostinho de quero mais”. Na verdade, o gostinho era dele. Despediram-se e ele foi sorrindo sem parar até sua casa. Sua vontade era de pular, gritar, correr. Mas suas pernas não respondiam, seu coração gritava por um só nome, sua mente relembrava o que acabara de acontecer.
Mas ele refletiu, queria muito que fosse o início de tudo que ele imaginou. Porém ele vai contar com o destino, pois seu medo o impede de ser ansioso como de costume e isso pode fazer toda diferença...”