“...Era ano novo, os 2 já tinham se encontrado outras vezes. Dias inesquecíveis, cheios de novidades e coisas que o rapaz não tinha costume de fazer, lugares que não costumava freqüentar. Frases que não costumava usar. Mas esse ano novo ele estava ansioso pra passar ao lado dela. Ele queria mais que tudo estar ao lado dela após as meia-noite. Porém ela sumiu, não deu sinal de vidas. Os rapaz pensou “- O que aconteceu?”. Não tomou nenhuma atitude, o medo de ser ansioso impedia ele de tomar atitudes precipitadas. Curtiu seu réveillon, divertiu-se muito com sua “cunhada” e amigos. Porém só pensava em uma coisa “Eu quero vê-la, quero beijá-la, quero ELA”. Então decidiu, quando a irmã da menina fosse pra casa, ele a levaria. Só como pretexto. E assim foi feito, chegando lá ele estava de costas para o portão esperando que sua amiga abrisse o portão para que entrassem em casa, porém, alguém já estava atrás do tal portão. Ela disse muito surpresa “-Eu não acredito!”, saiu correndo, abraçou seu amado e disse “- Feliz ano novo meu amor, tudo de bom”, ele disse “-Se você não vêm até mim, eu vou até você.”, e entraram. Ela não parava de sorrir e ele estava sem jeito. Tomou um banho, conversou com a mãe das meninas, um papo super cabeça, super legal. Entrou no quarto com elas e ficou lá, assistindo DVD e curtindo a música que a menina não parava de ouvir. Então perguntou “- Porque não foi ? o que houve ?”. Ela respondeu “- Eu estava super triste e não queria que você perdesse o show por causa de mim. Você queria tanto ir”. Ele sabia o motivo das tristezas dela, sabia também que realmente ele estava com muita vontade de assistir ao show. Então aceitou a resposta, admirou-a. Mas disse “- Porque não me disse ? eu te animava como sempre fiz. Você iria conosco e ainda iria esquecer dos seus problemas”. Ela sorriu e não disse nada. Ele beijou sua testa e sentou no chão. Ficaram lá, assistindo o DVD. Chegou mais um amigo do casal e todos ficaram por lá vendo filmes até a madrugada. Ele estava feliz, estava tranqüilo, sereno. Deitado pensando como seria bom estar agarradinho com ela. Todos adormeceram, menos eles 2. Ela olhou pra ele, ele estava em sua cama. Apagaram todas as luzes como se fossem dormir e maravilhosa do jeito que ela é ela deitou na mesma cama que ele, de uma forma tão angelical, de uma forma tão maldosa. Ele não perdeu tempo, virou-se. Foi o primeiro beijo do ano em que acabara de entrar. Outro beijo de parar o tempo, de bater rápido o coração, de mexer com a cabeça, quente. Único. Beijo que faz transitar entre o céu e o inferno. Beijo que dá e tira as forças. Beijo lascivo.
Ficaram ali, mesmo com medo. Durante muito tempo, mesmo sem “avançar o sinal”. O rapaz voltou para sua cama e dormiu, sorridente, feliz. Pensava “Realmente, ela me conquistou”. Deitado ele só conseguia admirá-la pelo fato dela ter conquistado uma pessoa que prometeu a sí própria que não iria se apaixonar, tinha desistido, tinha se iludido com pensamentos frustrados.
N’outro dia ele foi pra casa com seu amigo, mas voltaram a noite. O casal conversou e ele começou a se abrir, mostrar seus pontos vulneráveis. Disse “-Amor, eu tenho muito medo. Não quero fazer errado, não quero fazer coisas precipitadas” Ela respondeu “-Amor, vê se relaxa. Faça o que você tem vontade, se um dia você estiver errando, vamos sentar e ter uma conversa” Perguntou ele “-E isso é bom ou ruim ?” Ela retrucou “-Bom, será uma conversa construtiva.” Após isso ele tinha certeza, tinha acabado de se apaixonar. Ele passou sua vida inteira procurando em seus relacionamentos diálogos e tudo mais. Ele mesmo estabelecia isto antes. Porém, dessa vez, ela mesmo disse isso. Olhando em seus olhos ela teve a coragem de dizer algo que ele sempre quis ouvir. Então ele a abraçou e disse bem no seu ouvido “-Eu realmente estou gostando de você, você conseguiu.” Após isso ele sussurou “-Eu te amo” e ela sorrindo respondeu “-Eu também te amo seu bobo”. Agora ? Ele só espera que eles juntos resolvam as questões do dia-a-dia, para que assim, venham a se tornar eternos namorados.”
